quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

UMA AGRADÁVEL SUPRESA NA MADRUGADA DA GLOBO.

Filmes.
Uma agradável supresa na madrugada da Globo.

Há exatamente uma semana, numa madrugada como esta, zapeando pela TV, fui supreendido com a exibição, na sessão Corujão da Rede Globo, d oclássico oitentista O Predador, que está entre os melhores filmes estrelado por Arnold Schwarzenegger. Aqui, o ex-governador da Califórnia interpreta Dutch, um líder de um pequeno pelotão de mercenários norte-americanos, contratados pela CIA, que vão até a Guatemala com a missão de resgatar reféns presos por um tosco grupinho de guerrilheiros. Uma missão rotineira se não aparecesse no caminho dos durões, um ser de outro planeta que, sem tem o que fazer no seu planeta, vem ao nosso para nos caçar. Acostumados a serem os caçadores, os carinhas passam poucas e boas sendo caçados e ferrados impiedosamente pela criatura extra-terrena, que usa a invisibilidade como camuflagem. Mas, por outro lado, também não será fácil para o caçador inter-planetário, já que entre suas caças, está o fodástico Dutch que, sem medo nenhum, está disposto até sair no braço com ele, pela sua sobrevivência.

Produzido em 1987, O Predador tem um roteiro intrigante e envolvente, que prende à atenção do começo o fim e sabe dosar ação e suspense na medida certa, apesar de se arrastar um pouquinho no clímax, quando o personagem de Arnoldão se prepara para sair na porrada com o E.T. grandalhão. As interpretações não são lá grandes coisas, mas, além de não comprometer, o elenco cumpre direitinho sua função típica num filme de Schwarzenegger dos anos 80, onde ele sempre era o fodão exército de um homem só. A presença de Bill Duke e Jesse Ventura, que trabalharam com o brucutu em outras produções da época (ambos como vilões, sendo o primeiro em Comando Para Matar e este em O Sobrevivente) somente confirmam esta afirmação. Quem também deu às caras na produção foi Carl Weathers o eterno Apollo Creed dos quatro primeiros filmes da franquia Rocky, que desta vez interpreta o duas-caras Dilon. Curiosamente, o baixinho e futuro astro de ação Jean Claude Van Damme foi contratado para atuar na produção, mas ao saber que iria interpretar o monstrengo, pulou fora, dando lugar ao saudoso grandalhão Kevin Peter Hall.

Na época o filme fez um enorme sucesso e inevitávelmente gerou duas continuações. A primeira, O Predador 2 - A Caçada Continua, traz o ótimo Danny Glover a frente de um elenco de coadjuvantes costumeiros da época (Bill Paxton, Maria Conchita Alonso, Robert Davi, Gary Busey e Adam Baldwin), encarando o mostrengo, dez anos após os fatos ocorridos no filme original, desta vez na selva urbana de Los Angeles. O filme até mantêm o climão do original, transferindo a trama para a selva de pedra, numa trama policial ao invés de filme de ação de exército de um homem só. Mesmo inferior ao filmaço original, temos um bom filme, empolgante, que cumpre direitinho sua missão de divertir sem exigir nenhuma queimada de neurônicos. Nota 8,5. Mais recentemente, em 2010, após o bichano pagar um micaço nos segundo e último Alien x Predador, a franquia é retomada com Predadores, filme que, apesar de ter a produção do mestre Robert Rodriguez, não traz nenhuma novidade. Nitidamente inspirado no filme original, na trama, um grupo de terráqueos durões (incluindo a nossa Alice Braga) são misteriosamente abduzidos e vão parar no planeta natal dos monstrengos. Os comentários deste filme você confere em: http://blogdorickpinheiro.blogspot.com/2010/07/predadores-repetindo-velha-formula.html .

Apesar de ter alguns (poucos) méritos próprios, tanto as continuações quanto os dois encontros dos alienígenas vilanescos da Fox apanham feio do filme original estrelado por Arnoldão. Dirigido pelo John McTiernan (que depois nos presenteou com outros ótimos filmaços como o primeiro e o terceiro filme da franquia Duro de Matar e o eletrizante Caçada ao Outubro Vermelho), O Predador é um filmaço de ação de primeira, empolgante e envolvente que merece um destaque melhor ao invés de ser exibido, sem nenhuma divulgação prévia, como tapa buraco na programação da madrugada de um emissora aberta. Com enredo original e dosagem perfeita de ação e suspense, que ganham força com a perfeita trilha, figura entre os cinco melhores dirigidos por Mc Tiernan e também daqueles estrelados por Schwarzenegger. Nota 10,0. Um clássico oitentista imperdível, para ser visto e revisto, de preferência em horário nobre e legendado. Não custa sonhar, né?

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.



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