quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A PRIMEIRA SESSÃO DUPLA DE 2011.

Filmes
A Primeira Sessão Dupla de 2011.

No quinto dia de 2011, comecei a cumprir o compromisso que assumir com a sétima arte de  assistir,pelo menos, um filme inédito a cada semana. E comecei a minha maratona 2011 em grande estilo, numa sessão dupla, no Cinema "Minha Casa".

Pois é galera, não seria pela falta de novidades nas salas de cinemas alagoanas que eu iria deixar de começar a cumprir o meu compromisso, por isso que aproveitei a promoção das quartas da 100% Vídeo, para locar dois filmes. Aliás, diga-se de passagem, dois filmaços que eu passo a comentar agora, que fizeram eu iniciar o ano com o pé direito. Ao menos no quesito cinema. rsss...

Suspense de primeira à moda antiga.


O primeiro filme da minha maratona 2011 foi um grande sucesso do ano passado, Ilha do Medo, do diretor Martin Scorsese e estrelado por Leonardo Di Caprio. Particularmente, detesto Scorsese e não sou lá um grande fã de Di Caprio, que acho ser um atorzinho medíocre, mas queridinho dos críticos. Mas, como disse numa postagem alguns meses atrás, sigo a regra que não devemos julgar a obra pelos seus autores. Do contrário, por exemplo, Charles Chaplin, que teve uma vida pessoal muito conturbada, não seria o grande gênio do cinema que conhecemos. Ainda bem que sigo esta regra e aceitei a sugestão da minha irmã (fã de Di Caprio desde da adolescência), pois eu iria perder um filmaço.

Na trama, que se passa em 1954, dois detetives do FBI, vão a um ilha isolada, onde funciona um manicômio, que cuida de criminosos, para investigar o misterioso desaparecimento de uma paciente. O que seria uma simples investigação, acaba se transformando numa trama intrigante, repleta de reviravoltas, que prende atenção do escpectador até o úlitmo segundo de filme, com um final supreendente. Assim com Os Mercenários resgatou o bom cinemão de ação dos anos 80 e Princípe da Pérsia os filmes de aventura, para mim, Ilha do Medo resgata os excelentes filmes de suspense a la Hitchcock.

Di Caprio está supreendentemente ótimo no papel do policial, ex-combatente da Segunda Guerra, logo, com seus alguns traumas. A única vez que eu tinha visto uma interpretação convicente dele foi no drama Gilbert Gump - Aprendiz de Sonhador,  quando ele ainda era adolescente. Nesta outra parceria com o diretor Scorsese, que já rendeu os ótimos Gangues de Nova York e Os Infiltrados, e o enfadonho O Aviador, Di Caprio finalmente mostra que tem algum talento. E não foi a toa que 2010 foi o ano dele, já que além deste filme, ele estrelou também o ótimo A Origem.

O filme também conta com excelentes coadjuvantes, que inclui os veteranos grandes atores Ben Kingsley e Max Von Sydow, apesar de estarem interpretando personagens inferiores aos seus inegáveis talentos. O roteiro é excelente e como disse acima, consegue prender e supreender o espectador até a última cena.

A única falha é na parte técnica, precisamente na edição, já que são visíveis erros grosseiros na continuidade, como na cena que o personagem de Di Caprio interroga um dos internos, onde num ângulo da cena, o detento está com a mão na cabeça e em outro, está com as mãos abaixadas. Um erro tosco e tolo, mas que não influencia no produto final.

Em síntese, um excelente filme, que só não entrou na lista dos melhores filmes de 2010, por eu só ter assistido neste novo ano que se inicia. Um filmaço que eu recomendo a todos.




Ação à la Tony Scott.


Após uma pequena pausa para ir a academia e cuidar do corpo, assistir O Sequestro do Metrô 123, do veterano diretor de filmes de ação Tony Scott, estrelado pelo ótimo ator Denzel Washington e John Travolta, mais uma vez fazendo um vilão malucão, sem noção.

A trama é simples: Walter Garber (Washington, ótimo como sempre) é um funcionário do metrô de Nova York, que se ver envolvido numa situação inusitada, quando Ryder (Travolta) e sua gangue sequestra o trem 123, exigindo o resgate de 10 milhões de dólares, quantia que deverá ser paga em uma hora.

O roteiro, apesar de simples, é bem conduzido, tornando o filme eletrizante, com ação e suspense na dose certa. Uma especialidade do veterano diretor Tony Scott, com elenco de ótimos atores, que além de Washington e Travolta, conta também com o excelente John Turturro.

Apesar de não ser o melhor dos seus filmes, muito menos dos seus atores, O Sequestro do Metrô 123, mantêm o estilo visual e empolgante do diretor, sendo uma diversão eletrizante garantida para quem assisti-lo.


Em tempo: neste fim de semana Denzel Washington volta a encarar um trem desgovernado,em Incontrolável, que pelo trailer promete ser melhor e mais eletrizante que O Sequestro do Metrô 123. É conferir na telona, logo que for lançado.

Rick Pinheiro.
Cinéfilo.

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